terça-feira, 20 de agosto de 2019

BOLSONARO E SALLES: OS CULPADOS


Tenho lido incessantes acusações ao governo federal, sobre o desmatamento da Amazônia.
E acho que Bolsonaro e Salles têm culpa nesse desastre ambiental. E, mais ainda, pelo corte de bilhões de reais que eram destinados para combater o desmatamento, entre outras coisas. Senão, vejamos: Estamos em 2019, mais precisamente em agosto de 2019.  O Fundo da Amazônia começou a receber recursos em 2009, sendo 3,1 bilhão da Noruega, 192 milhões da Alemanha e 0,5% restante da Petrobrás. Não vou me alongar contando histórias, que são fatos, pesquisando, lendo diversas fontes e não se atendo a blogs e páginas sensacionalistas e mentirosas, pagas com o dinheiro da corrupção. Mas vamos ao que interessa:
Desde 2017, ou seja, há dois anos que a Alemanha não faz nenhuma doação para o Fundo Amazônia
Também em 2017, “após a divulgação de que a área desmatada aumentou 29% de 2015 para 2016, a Noruega cortou pela metade o dinheiro destinado ao fundo – na época, uma perda de R$ 160 milhões. Mas vale dizer que, apesar de ser o maior doador, o país nórdico não tem a ficha das mais limpas. Naquele ano, foi revelado que a Noruega era a maior acionista de uma mineradora acusada de contaminação na Amazônia.
Então, fica essa esquerda neurótica inventando história e uns debilóides, que não se dignam pesquisar, ficam batendo palmas pra maluco dançar e se debruçam no computador para compartilhar fakes e fazer comentários imbecis.

Mas, qual é a bronca? Bem, “desde o começo do ano, o ministro Ricardo Salles vem questionando a eficácia do fundo e sugerindo mudanças no seu formato. Em maio, ele afirmou que o “pente-fino” encontrou problemas como irregularidades na prestação de contas, contratos sem licitação e gastos excessivos. “
É lógico que tinha alguém mamando e o alarde foi geral. Ninguém quer deixar de embolsar uma graninha extra dos søsken noruegueses, nem dos brüder alemães. 
Graninha pesada, diga-se de passagem.
E por falar nisso, onde foi parar essa dinheirama toda? O desmatamento começou agora em 2019, no governo Bolsonaro?
Vejamos algumas manchetes e textos reduzidos das matérias:

São Paulo, quarta-feira, 07 de abril de 2004
AMAZÔNIA
Governo debate dados parciais com ONGs; área derrubada se estabiliza no patamar do equivalente a um Sergipe. Desmatamento em 2003 supera 21 mil km2.
LUCIANA CONSTANTINO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo federal divulga hoje, em Brasília, o índice de desmatamento na Amazônia em 2003, que deve superar a marca anterior de 25.400 km2, podendo chegar a 30 mil km2. A estimativa foi feita ontem por representantes de entidades ligadas à Amazônia após reunião com o Ministério do Meio Ambiente, da qual também participou a ministra Marina Silva.
Para chegar à previsão, especialistas utilizaram dados de 77 imagens das áreas mais críticas de desmatamento, englobando 416 municípios. Nos nove Estados que aparecem nas imagens de pontos mais críticos, o total devastado ultrapassa 21.500 km2 no período entre agosto de 2002 e o mesmo mês do ano passado.
Um grupo de 25 municípios em três Estados -Mato Grosso, Pará e Rondônia- é responsável por 50% dessa área. Juntos, tiveram 10.560 km2 devastados, o que representa quase duas vezes a área do Distrito Federal. O campeão é São Félix do Xingu (PA), com 1.332 km2.

Desmatamento da Amazônia em maio dobra de 2010 para 2011

SÃO PAULO (Reuters) - O desmatamento na Amazônia atingiu 268 quilômetros quadrados em maio deste ano, mais do que o dobro no mesmo mês de 2010, quando chegou a 109,6 quilômetros quadrados, informou nesta quinta-feira o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O Mato Grosso, principal produtor de soja e algodão do país e que abriga o maior rebanho bovino do Brasil, foi o Estado que mais sofreu desmatamento, com 93,7 quilômetros quadrados, de acordo com o sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe.
O sistema do Inpe registra tanto as áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.
Levantamento divulgado pelo Imazon este mês também apontou aumento no desmatamento em maio. De acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, a floresta perdeu 165 quilômetros quadrados no mês passado, o que levou a um aumento nas emissões de CO2 equivalentes de 55,6 por cento na comparação anual.
O Pará liderou o desmatamento em maio, de acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, respondendo por 39 por cento da destruição florestal no período. Em seguida vieram Mato Grosso (25 por cento) e Rondônia (21 por cento).
Nos meses de março e abril, o desmatamento da Amazônia foi de 593 quilômetros quadrados, segundo o Inpe, uma forte alta em comparação ao mesmo período de 2010, de 472,9 por cento, o que levou o Ministério do Meio Ambiente a criar um gabinete de crise para apurar as causas deste aumento.


                                     
Edição do dia 21/03/2015 do Jornal Nacional 

Desmatamento na Amazônia cresce 215% em um ano, segundo o Imazon.
Área desmatada é maior que a cidade de São Paulo, revela instituto de pesquisa, que monitora o desmatamento na Amazônia há mais de 20 anos.
O instituto de pesquisa Imazon, em Belém, monitora o desmatamento na Amazônia há mais de 20 anos. No levantamento divulgado esta semana, foram derrubados 1.700 quilômetros quadrados de floresta nativa, entre agosto de 2014 e fevereiro deste ano. A área desmatada é maior que a cidade de São Paulo.
Comparando essa derrubada com o período anterior, o desmatamento na Amazônia aumentou 215%.

G1 23/11/2018 18h52

Desmatamento na Amazônia cresce 13,7% entre 2017 e 2018, dizem ministérios
Área perdida de floresta é de 7.900 km², contra 6.947 km² desmatados no mesmo período analisado anteriormente.
Por Carolina Dantas, G1
O desmatamento na Amazônia cresceu 13,7% entre agosto de 2017 e julho de 2018, de acordo com nota conjunta divulgada nesta sexta-feira (23) pelos ministérios do Meio Ambiente e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. A área desmatada é de 7.900 km², contra 6.947 km² perdidos no mesmo período dos anos anteriores.
A taxa preliminar foi obtida pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ela é criada por meio de imagens de satélite que registram e quantificam as áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares. O levantamento usa apenas dados de quando há remoção completa da cobertura florestal por corte raso.
O desmatamento registrado é o maior desde 2008, quando a área desmatada de floresta foi de 12.911 km².

E onde estava essa grana toda que não evitou esse desmatamento? E onde estava a Grande Mídia? Encolhida em colunas na segunda página? Numa notinha relâmpago nos noticiários televisivos?
Acho que o governo precisa intensificar a guarda da nossa floresta, combatendo o desmatamento ilegal, o trabalho escravo e fiscalizando o desmatamento legal. Vamos botar gente na mata, na beira dos rios, nas estradas, nos portos.






É isso que precisa ser feito, em conjunto com uma política mais severa nesse tipo de combate. Nisso, peço providências aos nada culpáveis Bolsonaro e Salles, para quem tiro meu chapéu. 
Este é o meu ponto de vista!


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