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domingo, 24 de maio de 2026
Sobre os Missionários Brasileiros em Portugal
Estava navegando na internet, mais precisamente no YouTube, quando me deparei com um pastor brasileiro, em Portugal, falando das dificuldades dos missionários brasileiros em se adaptarem à rotina na Europa. Quis me aprofundar na matéria e acabei mergulhando num mar de interrogações sobre o porquê do Brasil "exportar" tantos missionários brasileiros para Portugal, com viagem e estadia pagas num período de adaptação, mas sem nenhuma garantia trabalhista. Pelo contrário, quem almejava viver um pouco melhor, além das "missões", também deveria se aventurar num emprego na construção civil ou em restaurantes.
Sou um jornalista independente, sem vínculo empregatício com qualquer veículo de comunicação, mas uso meu trabalho, quase sempre investigativo, para negociar meu material com a Imprensa. Isso mesmo, sou contratado para investigar e produzir matérias para alguns veículos de comunicação: jornais, revistas, TV, mídias sociais.
E o tema envolvendo missionários brasileiros em Portugal é estranhamente envolvente e... curioso.
Em 2025 comecei a pesquisar, ouvir e ler relatos de pastores e missionários brasileiros que foram levados para as missões em terras portuguesas. Eu queria entender o porquê de lá ter tantos missionários brasileiros e como é a manutenção dos mesmos; como sobrevivem e em que condições. Mas as pesquisas também me levaram para outros rumos. Constatei que muitos missionários em solo português são pastores da Igreja Presbiteriana do Brasil, e que, supostamente, estão no que é conhecido como Missões Transculturais.
"A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas que têm em comum uma história, uma forma de governo, uma teologia, bem como um padrão de culto e de vida comunitária. Historicamente, a IPB pertence à família das igrejas reformadas ao redor do mundo, tendo surgido no Brasil em 1859, como fruto do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos."
Até aí tudo bem. Mas aí surge a APMT – Agência Presbiteriana de Missões Transculturais, que, segundo consta, tem a proposta de "promover, coordenar e supervisionar toda a obra missionária transcultural da IPB". Mas ela, segundo minhas fontes, também é responsável pela arrecadação de "ofertas" nas igrejas brasileiras. Em muitos casos a coisa é séria, mas em outros tantos é só fachada para alguns “pastores” levarem uma vida mansa em cidades turísticas de Portugal. Pelo que entendi, de alguns relatos, alguns desses "pastores" estão em Portugal e têm se organizado de modo nitidamente incoerente com a história e o governo presbiteriano que distinguem a IPB. Minha indagação é se a APMT e o Presidente da IPB seriam coniventes com essa irregularidade: tirar dinheiro de cidadãos brasileiros para bancar mordomias de alguns supostos missionários.
Tenho algumas fontes aqui no Brasil e consegui outras em Portugal, o que me garante um trabalho bem robusto, inclusive com alguns documentos que me orientam. Em nome do bom jornalismo, estou tentando contato com a APMT/IPB/ICPP, inclusive através de e-mail, mas até o momento não obtive retorno.
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