Neste ano, de 2026, a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) comemora 167 anos e sua história é digna de reconhecimento pela seriedade com que se firmou enquanto uma das maiores denominações evangélicas brasileiras.
Muitos presbiterianos, país à fora, se orgulham da estrutura diferenciada de governo da instituição, com múltiplas instâncias decisórias e um rígido processo disciplinar, que na teoria deveria ser suficiente para protegê-la da cobiça humana e do apego pelo poder que acompanha o homem desde os primórdios da civilização.
Missão Transcultural
Um olhar mais cuidadoso, todavia, revela que a IPB parece ter se perdido no tempo e adotado as mesmas práticas mundanas que muitos dos seus criticam.
Assim, por exemplo, no que é conhecido no meio evangélico como “missão transcultural”, expressão normalmente associada à pregação do evangelho em países em que a fé cristã ainda é novidade e, por vezes, mal vista ou rejeitada.
Em matéria de “missão transcultural”, um país tem inexplicavelmente recebido diferenciada atenção da IPB e da sua Agência Presbiteriana de Missões Transculturais: Portugal.
Dezenas de casais ditos missionários vêm marcando presença e fincado o pé em cidades turísticas portuguesas, como Lisboa, Porto, Aveiro e Évora, para mencionar apenas algumas, elevando aquela nossa nação irmã ao mesmo patamar de países onde cristãos seguem sendo perseguidos e mortos ano após ano apenas por pregarem o evangelho, como é o caso da Nigéria e de tantos outros.
O mais curioso é que quem paga essa conta missionária são dízimos e ofertas coletadas pela IPB nos mais longínquos recantos do Brasil, de Igrejas e congregações nitidamente carentes, ou seja, a IPB tem “tirado das pobres, para sustentar o luxo de alguns”.
O Mau Testemunho. Desde 2025, tenho levantado dezenas e dezenas de informações e documentos, e o que se vê, apoiado pela IPB, é um exemplo de mau testemunho, que a Instituição dificilmente aceitaria aqui no Brasil.
São exemplos de “pastores” que estão há vários anos em bairros de classe média-alta de Lisboa, como Benfica e Campo de Ourique, e que ganham o equivalente, em Euros, a quase ou mais de 20 mil reais. Em Braga, a cerca de 4 horas de Lisboa, há um outro caso em que se diz que o “pastor” ganha valores superiores a 30 mil reais mensais.
Em todos esses exemplos, a coincidência é que o tal “sustento pastoral” é pago, em sua grande maioria, pelas pobres Igrejas brasileiras. O que esses “pastores” fazem de tão especial lá? Nada além do que os Pastores fazem por vocação e chamado, com o diferencial de que a cultura migratória impõe uma carga horária pastoral menor do que no Brasil, e que raramente igrejas presbiterianas têm culto fora do domingo pela manhã.
O que há, de verdade, por trás das “missões”?
Como “vergonha pouca é bobagem”, segundo o ditado popular, o “mau testemunho” transcultural tem sido prestigiado pessoalmente pelos digníssimos Presidentes da IPB e da APMT, que por feliz coincidência se empenharam para a IPB “emprestar” 100 mil euros (ou aproximadamente 600 mil reais) para uma suposta Primeira Igreja Cristã Presbiteriana em Braga, que tem à frente um amigo pessoal, de mais de 30 anos, do Presidente da IPB.
Para quem não acredita é só pesquisar na internet a respeito do restaurante que virou igreja e da presença do Presidente da IPB, em 13 de fevereiro de 2026, em Portugal; e do Presidente da APMT em 19 e 20 de março do mesmo ano.
E há muitos e muitos outros episódios de “mau testemunho transcultural” que envergonham a IPB por aquelas bandas.
Cenas dos próximos capítulos, como diríamos antigamente, nos tempos das novelas da emissora do “plim plim” ou “spoiler”, como dizem os mais novos.

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